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Se quer saber mais sobre técnicas de relaxamento e descontração ou sobre filosofias de vida baseadas na vida saudável e no bem-estar, então este festival é para si. Tavira recebe, de 14 a 16 de outubro o Festival Internacional Zen – Família e Bem-Estar, que decorre no Parque de Feiras e Exposições.

Esta é a primeira grande iniciativa do género a ser organizada no Algarve e tem como objetivo “proporcionar agradáveis momentos de descontração e relaxamento” e apresentar “filosofias de vida, onde imperam temáticas como o exercício físico, a alimentação saudável e as terapias e medicinas alternativas”, segundo o C.A.S.A. - Faro, organizador do evento em parceria com o Holistic Fest Portugal.

Ao longo dos três dias, vão decorrer workshops, aulas, diferentes atividades lúdicas, desportivas e culturais, animação musical e expositores para todas as idades.

O Festival está aberto no dia 14 entre as 18:00 e as 23:00 e nos dias 15 e 16 entre as 10:00 e as 23:00. Além de aprender mais sobre estilos de vida mais saudáveis, pode ainda contribuir para instituições de cariz social.

Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, apadrinha o início do programa Algarve 365, uma iniciativa do Governo que pretende combater a sazonalidade da região, através da realização de iniciativas culturais. A festa do aniversário do poeta, que o criador quis que tivesse nascimento em Tavira, é o pontapé de saída para dias de muita cultura.

Após a apresentação do programa '365 Algarve', que vai decorrer na Biblioteca Municipal de Tavira, dá-se início a uma série de iniciativas inseridas na 'Festa dos Anos de Álvaro de Campos', um heterónimo que Fernando Pessoa determinou ter nascido em Tavira. Entre outras iniciativas, estão já marcadas as exposições de pintura 'Pessoas de Pessoa', por Fonseca Martins, na Galeria Tavira d'Artes, e 'E se soubessem quem é, o que saberiam?', de Kinga Subicka, no Espaço A.

Ainda no âmbito da apresentação do programa, será inaugurado um outdoor criado por jovens no Largo de São Francisco, em Faro, e Adriano Jordão dará um recital de piano, no Auditório Municipal de Lagoa.


'365 Algarve' pretende trazer à região mais de mil iniciativas culturais, entre exposições, concertos, espectáculos de teatro e dança e muito mais entre outubro deste ano e maio de 2017. Além dos 16 municípios algarvios, estão envolvidas 51 entidades neste projeto, que tem 1,5 milhões de euros de financiamento.

Capital da Dieta Mediterrânica, Tavira continua a promover a riqueza da gastronomia local. Depois dos eventos que deram destaque aos pratos típicos da serra e do mar, a cidade do Gilão prepara-se para celebrar o Festival de Petiscos que vai decorrer em diversas zonas do concelho de 1 a 30 de outubro.

Num estilo de vida marcadamente mediterrânico, Tavira convida os apreciadores da boa comida a saborear petiscos locais e vinhos regionais em doze estabelecimentos aderentes. Do mar, choco, polvo, camarão, berbigão, mexilhão, amêijoa, muxama, sardinha ou cavala, e da campo, frango, javali, orelha de porco, queijo fresco, mel e fruta, muitos são os petiscos para provar.

Confira a lista de restaurantes onde pode provar o melhor da gastronomia regional e delicie-se com os petiscos.

Cabanas
- Barca da Moura
- Finalmente
Tavira
- Álvaro de Campos
- Gilão Restaurante
- Cais da Ponte
- Solar dos Petiscos
- Bistro Almirante
- Mira
- Séqua- sabores mediterrânicos e oficina de música
Santa Catarina da Fonte do Bispo:
- O Constantino
- O Monte Velho
Santa Luzia:

- Maré Alta

O site de viagens Tripadvisor elaborou um ranking dos 20 melhores hotéis históricos em Portugal, tendo em conta as opiniões dos utilizadores, e dois são algarvios. A Pousada de Sagres e a Pousada da Graça, em Tavira, ambas do grupo Pousadas de Portugal, são os contempladas.

A Pousada de Sagres, implementada na antiga Fortaleza mandada construir pelo Infante D. Henrique e que serviu de apoio aos Descobrimentos portugueses, é a primeira a constar da lista na 9ª posição. "É um hotel histórico adorável e com uma vista incrível. Silencioso. Grande e com uma equipa atenciosa e prestativa", pode ler-se num dos comentários deixados sobre a Pousada. "É como se estivesse numa mansão colonial repleta de instrumentos de navegação", descreve outro utilizador.

 

Já o antigo convento cristão da Graça, que conserva vestígios judeus e islâmicos, convertido na Pousada da Graça, ocupa a 18ª posição. Um dos utilizadores do Tripadvisor revela que é um "excelente local para umas férias tranquilas". "O antigo convento é um belo edifício com um coração moderno. O ênfase nos materiais antigos dá ao edifício histórico uma sensação caseira", escreve outro comentador.

 


Recorde-se que recentemente as Pousadas de Portugal receberam o Prémio de Excelência Booking.com 2015, devido à pontuação atribuída pelos hóspedes. A Pousada da Graça conseguiu um índice global de satisfação dos clientes de 90%.


Duas cidades algarvias estão entre as mais belas de Portugal. A escolha é do Blog Love Travel, dedicado ao turismo, que elege Tavira e Silves, como duas das mais bonitas localidades nacionais.

 

No artigo intitulado 'As 10 mais bonitas cidades de Portugal' e inserido na categoria 'Melhores Cidades do Mundo', Tavira é a primeira a ser mencionada, através da fotografia que pode ver acima.

 

Imediatamente a seguir nesta lista, surge Silves, acompanhada de uma fotografia tirada durante a sua Feira Medieval, uma das mais emblemáticas de todo o País e que ocorre anualmente na cidade em agosto.


A consultora Bloom Consulting Portugal City Brand Ranking elaborou o ranking das cidades portuguesas e uma as vertentes é quais as melhores a visitar. Neste capítulo, o Algarve está representado com cinco.

 

Albufeira é a primeira localidade a visitar no Algarve e a quarta do ranking nacional. Esta cidade perdeu uma posição, face a 2015, e surge depois de Lisboa, Porto e Funchal.

 

Segue-se Portimão, a segunda cidade algarvia neste ranking e a sexta a nível nacional, mantendo a posição que já mantinha no ano passado. Tavira surge no terceiro lugar regional e nono a nível nacional, tendo perdido duas posições, face ao ranking anterior.

 

Em quarto lugar no que se refere ao Algarve, está Faro que perdeu três posições desde o ano passado e ocupa agora a 13ª posição nacional, ultrapassando Lagos, que agora fecha o ranking regional, depois de ter caído sete posições face a 2015 para a 15ª posição nacional.

 


Nota ainda para a saída de Loulé do top-25 das cidades nacionais a visitar, depois de ter caído 14 lugares.


Entre a paisagem milenar das salinas de Tavira ou pelos trilhos da serra algarvia, há um mundo de riquezas para desvendar. A Tavira Walking Tours leva-o em passeios pedestres para descobrir património, tradição, natureza e... segredos.

 

A Tavira Walking Tours disponibiliza três tipos de passeios em cenários distintos com um mínimo de seis quilómetros e um máximo de 12. Comecemos com um percurso à beira da água. As salinas milenares da Ria Formosa oferecem uma paisagem de rara beleza, onde se podem observar diversas espécies de aves em pleno contacto com a natureza.

 

Caminhando para norte, abre-se todo o cenário verde do campo e os trilhos que conduzem a nova surpresa. Num percurso de oito quilómetros, a Tavira Walking Tours convida-o a conhecer o barrocal algarvio, a descobrir uma corticeira ou a visitar uma cooperativa agrícola.

 

Ou pode optar por um passeio que o vai levar a descobrir os fantásticos pomares algarvios e a conhecer a antiga arte de um telheiro algarvio. E pelo caminho, deixe-se conquistar pela paisagem.

 


Os passeios ocorrem sempre de manhã de segunda e sábado e podem ser marcados através do mail geral@tavirawalkingtours.com ou pelo número 913 352 830. Na página da Tavira Walking Tours pode encontrar mais informações. Na imagem abaixo, pode consultar os percursos.


Miguel Esteves Cardoso dedicou a sua mais recente crónica semanal no jornal 'Público' a Tavira, onde confessa, num relato escrito no plural, "boquiabertos, encontrámos luz. Encontrámos calor. Encontrámos céu azul". O escritor, crítico e cronista saúda no texto, intitulado 'As Espertinhas no Ar', o estado primaveril que sente na cidade, tanto no ar, como na gastronomia.
 
"Havia muitos passarinhos", relata Miguel Esteves Cardoso, que descreve o voo das andorinhas que, partilhando do "mesmo êxtase", parecia que tinham "acabado de chegar ao único bocadinho de Portugal que conseguiu ficar ao sol", numa referência aos dias de mau tempo vividos no País.
 
Na crónica, o escritor revela que as andorinhas "não se tinham ido embora", devido ao bom tempo. "Fizeram o que nós deveríamos ter feito", escreve Miguel Esteves Cardoso, lançando a pergunta: "Mas cabe na cabeça de alguém ou de algum passarinho deixar um sítio como Tavira?".
 
Mas nem só de andorinhas se faz a primavera de Tavira quando o calendário cumpre ainda a segunda semana de fevereiro. O escritor revela que ao jantar degustou "as primeiras favas do ano, sublimes". E a dúvida instalou-se dada a época do ano. "Sim, em Tavira é assim", sublinha. "E éramos os únicos que não sabiam que em Tavira é mesmo assim, avançado no tempo e de costas para o Portugal atrasado, frio, obscuro e encharcado que é um vergonha nacional".
 
Esta não é a primeira vez que Miguel Esteves Cardoso faz referência à cidade nas suas crónicas. Já antes tinha falado sobre as qualidades dos gelados naturais criados pela Gelataria Delizia. 

As Pousadas de Portugal, que têm três unidades do Algarve, foram recentemente distinguidas com o Prémio de Excelência de Booking.com 2015, devido à pontuação atribuída pelos hóspedes sempre superior aos 8 pontos.

 

Das 26 unidades das Pousadas de Portugal, três unidades estão situadas no Algarve: em Sagres, Estói e Tavira. Esta última, implementada no Convento da Graça, conseguiu um índice global de satisfação dos clientes de 90%, estando entre as melhores a nível nacional.

 


A pontuação revela o serviço de excelência nas unidades hoteleiras geridas pelo Grupo Pestana, que estão sempre instaladas em palácios, conventos, fortalezas, castelos ou mosteiros.


A investigadora Helena Mestre Blanc dedicou-se a aprofundar a história medieval da cidade de Tavira e a desenvolver um modelo de apresentação mais acessível ao público e mais inclusiva, através do uso de tecnologia web. O resultado está agora à distância de um clique.
 
Segundo Helena Blanc, este é um "modelo de investigação histórica que pelas virtualidades do seu formato constitui uma aplicação de linguagem virtual complementar à narrativa histórica, através da reconstituição dos acontecimentos que tiveram consequências decisivas na história medieval de Tavira e do Algarve".
 
"Este trabalho interdisciplinar que cruza a história medieval e a tecnologia Web tem como objetivo suscitar o interesse nos mais novos sobre a História, enquanto disciplina escolar, promover a igualdade de acesso aos alunos com necessidades educativas e com capacidades auditiva ou visual reduzidas, manter o interesse das futuras gerações pelo passado de nossa terra, colaborar na promoção da diversidade cultural e das indústrias criativas", acrescenta a investigadora.
 
O trabalho de Mestrado sobre a História Medieval de Tavira intitulado 'Divulgar Arte e Cultura em Mundos Virtuais: Museu Virtual de Tavira' pode ser consultada aqui e em vídeo.



Quando em 1542 Frei Pedro de Vila Viçosa fundou o Convento da Graça, já o edifício contava uma história que se confunde com a própria história da cidade Tavira e as diferentes religiões que nela existiram. E se a sua existência até aí não foi linear, nos séculos seguintes a estabilidade também não foi a palavra de ordem. Mas como qualquer herói de resistência, o Convento sobreviveu. Agora é uma Pousada.


Após a ordem de expulsão dos judeus no final do século XV, D. Pedro I ordena também a conversão de sinagogas em espaços cristãos. A decisão real sentenciou o esvaziamento do edifício construído dentro da antiga muralha. Foi a oportunidade para Frei Pedro de Vila Viçosa escolher este local para instalar a Ordem dos Agostinhos, face ao impedimento de levar a congregação até à praça africana de Azamor. 

 

Diz o povo que "pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita" e o provérbio parece inspirado no Convento da Graça. As obras só começariam já na segunda metade do século XVI, depois de Frei Valentim da Luz, responsável pelas primeiras modificações, ter sido acusado pela Inquisição e morto num auto de fé, devido às posições consideradas protestantes. 

 

As obras durariam cerca de um século e das alterações iniciais pouco resta à exceção do claustro, que mantém a estrutura original de conceção renascentista. Durante o século XVIII, apenas duzentos anos desde o início da construção, já o convento estava em avançado estado de degradação.

 

Em 1749, arranca a operação de reconstrução do Convento da Graça, sob as ordens do arquiteto algarvio Diogo Tavares e do Mestre Bento Correia, que lhe há-de dar a conceção barroca, que ainda hoje mantêm. Desta época resistenm a grandiosa fachada principal, duas torres retangulares e janelões de molduração barroca.

 

A vida do Convento acabou por ser curta. Em 1839, com a extinção das ordens religiosas, o edifício foi entregue ao Ministério da Guerra, que ali instalou uma unidade militar. O espaço passou a chamar-se então Quartel da Graça. Posteriormente há ainda registos de ter sido um hospital militar, uma arrecadação e até uma garagem. 

 

Mas o Convento havia de continuar a resistir. Já no século XXI, o edifício foi convertido na sua a sua utilização atual: a Pousada do Convento da Graça, pertencente à rede das Pousadas de Portugal. E foi durante o período em que o edifício foi requalificado que foi descoberta a sua história mais antiga: o bairro Almóada.

 


Sob o lado poente da antiga cerca conventual, concentrava-se o bairro islâmico do século XIII, formado por treze casas. As edificações são um bom exemplo do urbanismo islâmico na região, onde se revelam troços de habitações e ruas, bem como o sistema de canalizações. Parte do espólio foi preservado em Museu, mas há ainda muitos vestígios que podem ser vistos no local. E não precisa de ser visitante da Pousada para aceder ao espaço.


À primeira vista, podem passar despercebidas entre o casario, mas depois de descobertas é impossível não ficar a apreciar as portas de reixa. De várias cores e modelos, todas têm entrelaçados finos de madeira que lhe conferem uma beleza e uma identidade únicas.

As portas de reixa evocam a herança árabe no sul do País, em particular em Tavira, o local de excelência para encontrar estes rendilhados finos de madeira. No centro histórico da cidade persistem ainda muitos exemplares, que continuam bem preservados e são motivo para um momento de paragem. Apesar de existirem em maior número na cidade, há também outros locais do Algarve onde podem ser vistas, como na Cidade Velha, em Faro.

Reixa significa em português grade de janela, porta ou varanda. E é esse mesmo o significado da sua existência, mantendo a barreira entre a rua e a habitação. Mas estes entrelaçados finos de madeira têm ainda outra função, que ao escapa ao mero olhar: servem para deixar circular o ar, mantendo em simultâneo a privacidade dos seus habitantes.


Não nasceu no Algarve, mas foi aqui que se sentiu a tranquilidade para desenvolver parte da sua obra. David Croft, britânico de naturalidade, teve casa em Tavira durante mais de 30 anos e, desde 2004, aí assentou residência com a sua esposa, até falecer em 2011. O nome pode dizer pouco, mas se falarmos da série 'Allo Allo', já temos um caminho. 

David Croft foi co-autor de uma das maiores séries de sucesso do Reino Unido e do mundo. A sua casa de Tavira foi o refúgio ideal para David e o companheiro de escrita Jeremy Lloyd darem história a pelo menos três episódios e alinhavarem muitos outros da mítica série de humor britânico que satirizou toda a II Segunda Guerra Mundial. 'Allo Allo' retratava a vida da pacata vila francesa Nouvion durante a ocupação alemã a França. A ação central rodava em torno de um café, pertencente à personagem principal René, onde se cruzavam militares alemães, resistentes franceses, aviadores ingleses fugitivos, polícias muito duvidosos ou até falsos vendedores de cebolas. 

De Tavira, David não preservou apenas a tranquilidade. Foi nesta localidade que conheceu um jardineiro, que veio a servir de inspiração para o falso polícia inglês da série. O jardineiro falava um inglês perfeito, mas o sotaque tornava a compreensão quase impossível. Tal como o polícia que falava muito bem francês, mas de uma forma tão estanha que se tornava tão caricato, quanto incompreensível, sendo uma das personagens mais divertidas de toda a série. E o que foi apenas uma inspiração, ficou para sempre celebrada no humor britânico. 

David Croft, argumentista e produtor, faleceu a 27 de setembro de 2011 no local que escolheu para viver e tanta inspiração e tranquilidade trouxe à sua vida: Tavira.

"É o melhor gelado do Algarve!". Cláudio David, o mestre gelateiro que cria e produz os gelados naturais da Delizia Gelataria, em Tavira, já ouviu vezes sem conta esta frase. E começa a acreditar que é verdade, tais são as filas que os seus gelados provocam, principalmente no verão. Modéstia à parte, Cláudio foi o primeiro gelateiro internacional a vencer o concurso Sherbeth Festival, na Sícilia, com o Creme de Figo Seco do Algarve, em 2011.

 

Cláudio não revela ao InAlgarve a receita de gelados tão apreciados, mas explica que "marcam a diferença por serem de produtos locais". E este é apenas um dos segredos: os ingredientes usados são comprados a produtores do Algarve, "numa lógica de sustentabilidade do comércio justo", mas também para privilegiar produtos locais. A proximidade permite também manter as propriedades originais dos ingredientes que fazem depois os gelados naturais. 

 

Uma das mais recentes criações é o gelado de poejo com citrinos, que Cláudio levou este ano a concurso em Palermo e a reação de especialistas e do público "foi ótima". "Este gelado tem tido êxito nas gelatarias, por ser um sabor fresco para o verão", começa por dizer Cláudio, explicando a combinação: "O poejo é um produto local e é uma maneira de o dinamizar e, tanto a laranja como o limão, são sabores mediterrâneos". 

 

Outro dos segredos é o facto dos sorvetes serem saudáveis, uma vez que têm baixos níveis de açúcares e de gordura e de serem feitos com alimentos naturais. Daí que alguns gelados só existam em algumas épocas do ano, devido à sazonalidade dos ingredientes.

 

Criatividade é algo que não falta a Cláudio, que já criou uma carta inteira de gelados de deixar água na boca: o alfarroba com laranja, o creme algarvio (com alfarroba, figo e amêndoa), o queijinho de amêndoa, o creme de figo seco, um verdadeiro best-seller desde que conquistou o prémio, o de mel, gengibre e tomilho ou a gemada de laranja, que fazem lembrar as gemadas da infância, entre muitos outros que pode provar na Delizia Gelataria.

 

E lá por o verão já ser uma recordação, os gelados sabem bem em qualquer altura do ano. Para a época mais fria, Cláudio recomenda os gelados de leite, os mais doces ou os de frutos secos, que são gelados 'mais quentes'. "Em 2014, o país que consumiu mais gelados per capita foi a Finlândia", exemplica Cláudio, para mostrar que podem ser consumidos em qualquer época do ano.

 


Para já, estes gelados ainda só estão disponíveis no Algarve, mas, com tanta procura, Cláudio está a pensar "vender o Algarve em Lisboa" para que, quem visita a região no verão, "possa manter o gosto das férias o ano inteiro".


Uma é loura, outra é preta e há ainda uma ruiva. As três são pequenas, como convém, e não escondem quem são e ao que vêm. Falamos das três variedades da Cerveja Moura, uma cerveja artesanal inovadora por ter na sua composição a alfarroba. O objetivo é simples: encantar quem a beber. O InAlgarve foi conhecer melhor esta cerveja que nasceu em Tavira e ficou encantado.
 
Sebastião Afonso e Ivânia Lourenço são os cervejeiros que decidiram inovar e criar uma cerveja distinta de todas as outras que havia até agora no mercado. "Cada um de nós tinha o seu trabalho, mas estávamos insastisfeitos. Começamos a ter ideias até que nos falaram que havia formações para fazer cerveja artesanal no Porto", começa por contar Ivânia. Daí seguiu-se outro curso em Barcelona, onde aprofundaram os conhecimentos que já tinham.
 
O caminho estava traçado para a criação de uma cerveja. Mas Sebastião e Ivânia queriam inovar e decidiram introduzir um ingrediente novo: a alfarroba. "Queríamos fazer uma coisa diferente com um produto algarvio, que identificasse o Algarve", explica Sebastião. E o nome 'Moura' surgiu logo a seguir no trajecto. "Soou-nos bem a história e achámos bem juntar um ingrediente local com um nome local", continua Sebastião, antes de Ivânia completar: "relacionámos com a lenda da Moura Encantada de Tavira. Juntamos, não só um produto algarvio, como também um nome que identificasse a cidade, até porque a alfarroba foi trazida pelos mouros para a região".

A pergunta impõe-se: afinal quem são estas cervejas? É Sebastião a fazer as apresentações: "a loura é uma cerveja mais regular, mais frutada, mas também diferente. A preta é mais amarga e mais encorpada. A ruiva é uma cerveja de abadia com malte de escaramelo, que fica mais ou menos no meio. É doce, encorpadíssima e com mais álcool. É uma cerveja que todos gostam, mesmo quem não está habituado a beber cerveja".
Quem já provou esta cerveja ficou de tal forma encantado, que Sebastião e Ivânia não têm mãos a medir para que haja sempre Moura pronta a beber. Por agora, a Cerveja Moura está disponível em Tavira, Cabanas de Tavira, Altura, Almancil e Portimão, mas já há pedidos para Lisboa e grande Porto. E o estrangeiro é um passo a seguir.  
 

Sebastião e Ivânia já pensam em novos produtos e preparam novidades para breve. A pensar no Natal vão ser lançadas edições limitadas com ingredientes locais, em garrafas de 75 centilitros a pensar naquelas ofertas especiais que vai ter inveja de não receber.

O dia já vai longe quando o RefCafé abre portas para a noite de Tavira, ali bem perto do Rio Gilão, vizinho do castelo. Os que chegam sentem a atmosfera descontraída daqueles bares onde os amigos se sentem em casa, os desconhecidos se encontram e as conversas fluem ao sabor de gargalhadas. Mas afinal qual é o conceito deste espaço?

 

"Ele há os Gin Bar, os Sushi Bar, os Cocktail Bar... O Ref é um Cherry Bar", quem explica o conceito é Regina, uma das proprietários do espaço. E porquê?, pergunta o InAlgarve. "Porque, sendo a conversa como as cerejas, este é o sítio em que, com toda a naturalidade, se entabula um diálogo com a pessoa do lado". 

 

O ambiente tranquilo assim o proporciona, mas conta com a ajuda preciosa das proprietárias, que promovem e participam neste processo tão natural, que já ninguém se lembra de ter sido de outra forma nos 14 anos que já conta no bilhete de identidade.

 

Esta é, por si só, uma característica distintiva do RefCafé, mas há mais. A música é eclética, da melhor rumba ao hip-hop mais 'negro', passando sempre pelo que melhor se fez desde os idos 40 do século passado, até aos nossos dias, numa viagem interminável sempre bem acompanhada.

 


Mas e há bebidas? Afinal estamos num bar e se um bar só o é se se puder disfrutar de bebidas, este não é excepção. "Servir as melhores caipirinhas deste hemisfério não o torna excepcional? Claro que sim!", garante Regina. Decidimos experimentar para não ficarmos na ignorância e não encontramos sinal de discórdia. Para outra noite ficará uma moranguita ou um gin, para nos guiarem nesta conversa que parece não terminar tão cedo!


O burburinho ouve-se cá fora. Ainda antes de entrar, já se percebe a azáfama que se respira lá dentro. De um lado está quem vende os melhores produtos da região, vindos da terra ou do mar, do outro quem procura a melhor qualidade para levar para casa. Aqui não há segredos. O Mercado Municipal de Tavira não esconde o que de melhor tem para quem quer comprar. Prepare um cesto de compras grande, porque vai ser pequeno!

 

Não é preciso fazer apresentações para a laranja, que tanto caracteriza e dá cor à paisagem algarvia. Está por todas as bancas e não precisa de lutar pelo seu espaço, tem lugar de rainha. Há mesmo quem só se dedique a vender este fruto.

 

Entre o verde dos legumes e o colorido de outras frutas da época, sobressaem os produtos da terra. É fácil encontrar morangos da região ou, uma novidade que tem vindo a ganhar espaço, a manga. Mais pequena que aquela que conhecemos, tem o doce apurado pelo verão algarvio. Dê uma olhadela pelas bancas dos produtores locais, vai encontrar os produtos mais saborosos, criados de forma biológica. Pode até levar as sementes para fazer a sua própria horta ou encontrar todas as especiarias que quiser combinar e ainda chás para todos os gostos e necessidades.

 

Pode não ser um adjetivo comum, mas o Mercado de Tavira também é doce. O figo ou a alfarroba assumem a forma dos mais variados tipos de snacks, que o vão deixar com água na boca. O mel e a aguardente de medronho descem do barrocal à orla costeira, mostrando que serra e mar se cruzam tão bem. E por falar de mar, vai encontrar um dos mais apreciados sais do País ou a flor de sal, cada vez mais procurada. Extraído das salinas locais, o sal de Tavira é o único nacional que tem certificação DOP.

 


Do mar vem ainda o peixe, que tanta gente chama ao mercado. Além do carapau, da sardinha ou da cavala, o atum, o pata-roxa ou o polvo ainda se destacam entre os demais na banca do peixe. E não podíamos sair sem levar no cesto de compras, alguns dos mais apreciados mariscos. Não vai esquecer a amêijoa, a conquilha, as ostras ou os ligueirões.