terça-feira, 5 de abril de 2016

Curiosidades sobre o cavalo-marinho


A Ria Formosa tem a maior comunidade de cavalos-marinhos do mundo, facto que motivou a escolha deste animal como símbolo da Semana da Ria Formosa. Foi neste habitat que foram encontrados no início do século XXI cerca de 2000 indivíduos de duas espécies: cavalo-marinho de focinho-longo (hippocampus guttulatus) e cavalo-marinho de focinho curto (hippocampus hippocampus).
 
Desde então, a sua comunidade sofreu um enorme abalo, mas dados de 2009 revelam que houve um ligeiro acréscimo do número de cavalos-marinhos. A poluição sonora subaquática, a degradação ambiental, a pesca, a pressão humana e fatores naturais têm um impacto negativo sobre as comunidades deste peixe tão sensível.
 
Apesar de já ser um animal muito conhecido, foi durante largo tempo considerado por muitos como ser mitológico. É real, mas ainda assim não deixa de ser especial pelas características que apresenta:
 
Os machos ficam grávidos!
A fêmea deposita os seus ovos numa bolsa que o macho tem no abdómen, tendo o macho a tarefa de os criar até ao nascimento. Quando os ovos eclodem os pequenos cavalos-marinhos são libertados pelo macho através de contrações que podem durar até 12 horas. As crias são independentes após o nascimento e somente uma em um milhar sobrevive até à idade adulta.
 
Não parecem peixes mas são!
Os cavalos-marinhos não parecem os peixes típicos, mas estão classificados como tal, devido às seguintes características: a bexiga natatória para controlar a flutuabilidade, guelras para respirar e barbatanas para os propulsarem na água.
 
São peixes, não têm escamas
Os cavalos-marinhos não têm escamas, o seu corpo é constituido por um exoesqueleto que consiste em placas rígidas fundidas entre si.
 
Adoram comer!
Os cavalos-marinhos realmente adoram comer. Eles alimentam-se constantemente de pequenos crustáceos, para satisfazer um elevado metabolismo de modo a se manterem vivos. As crias podem ingerir umas impressionantes 3000 porções de alimento por dia!
 
Dançam para acasalar
São criaturas monógamas por cada ciclo reprodutor. A sua corte inclui uma dança em que exibem várias cores, nadando lado a lado e em redor um do outro.
 
São exímios na arte da camuflagem
Estas criaturas são especialistas em esconderem-se no meio onde vivem. Algumas espécies até podem mudar de cor corporal para se misturarem com o meio, enquanto outras já têm a cor adequada, forma, tamanho e textura para se confundirem com corais.
 
Uma cauda preênsil invulgar
Esta cauda permite-lhes agarrarem-se a ervas marinhas e outras algas evitando que sejam arrastados por correntes fortes e ondas.
 
Maus nadadores
Os cavalos-marinhos são maus nadadores. O que os torna diferentes dos outros peixes, é que nadam numa posição vertical. A barbatana dorsal bate a 30-70 vezes por segundo para os propulsar, as barbatanas peitorais ajudam à estabilidade e ao rumo.
 
Os seus olhos funcionam independentemente entre si

Os cavalos-marinhos têm um grande sentido de visão. Os seus olhos movimentam-se independentemente um do outro, de modo a estarem sempre conscientes do meio que os rodeia.

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