A
Ria Formosa tem a maior comunidade de cavalos-marinhos do mundo,
facto que motivou a escolha deste animal como símbolo da Semana da
Ria Formosa. Foi neste habitat que foram encontrados no início do
século XXI cerca de 2000 indivíduos de duas espécies:
cavalo-marinho de focinho-longo (hippocampus guttulatus) e
cavalo-marinho de focinho curto (hippocampus hippocampus).
Desde
então, a sua comunidade sofreu um enorme abalo, mas dados de 2009
revelam que houve um ligeiro acréscimo do número de
cavalos-marinhos. A poluição sonora subaquática, a degradação
ambiental, a pesca, a pressão humana e fatores naturais têm um
impacto negativo sobre as comunidades deste peixe tão sensível.
Apesar
de já ser um animal muito conhecido, foi durante largo tempo
considerado por muitos como ser mitológico. É real, mas ainda assim
não deixa de ser especial pelas características que apresenta:
Os
machos ficam grávidos!
A
fêmea deposita os seus ovos numa bolsa que o macho tem no abdómen,
tendo o macho a tarefa de os criar até ao nascimento. Quando os ovos
eclodem os pequenos cavalos-marinhos são libertados pelo macho
através de contrações que podem durar até 12 horas. As crias são
independentes após o nascimento e somente uma em um milhar sobrevive
até à idade adulta.
Não
parecem peixes mas são!
Os
cavalos-marinhos não parecem os peixes típicos, mas estão
classificados como tal, devido às seguintes características: a
bexiga natatória para controlar a flutuabilidade, guelras para
respirar e barbatanas para os propulsarem na água.
São
peixes, não têm escamas
Os
cavalos-marinhos não têm escamas, o seu corpo é constituido por um
exoesqueleto que consiste em placas rígidas fundidas entre si.
Adoram
comer!
Os
cavalos-marinhos realmente adoram comer. Eles alimentam-se
constantemente de pequenos crustáceos, para satisfazer um elevado
metabolismo de modo a se manterem vivos. As crias podem ingerir umas
impressionantes 3000 porções de alimento por dia!
Dançam
para acasalar
São
criaturas monógamas por cada ciclo reprodutor. A sua corte inclui
uma dança em que exibem várias cores, nadando lado a lado e em
redor um do outro.
São
exímios na arte da camuflagem
Estas
criaturas são especialistas em esconderem-se no meio onde vivem.
Algumas espécies até podem mudar de cor corporal para se misturarem
com o meio, enquanto outras já têm a cor adequada, forma, tamanho e
textura para se confundirem com corais.
Uma
cauda preênsil invulgar
Esta
cauda permite-lhes agarrarem-se a ervas marinhas e outras algas
evitando que sejam arrastados por correntes fortes e ondas.
Maus
nadadores
Os
cavalos-marinhos são maus nadadores. O que os torna diferentes dos
outros peixes, é que nadam numa posição vertical. A barbatana
dorsal bate a 30-70 vezes por segundo para os propulsar, as
barbatanas peitorais ajudam à estabilidade e ao rumo.
Os
seus olhos funcionam independentemente entre si
Os
cavalos-marinhos têm um grande sentido de visão. Os seus olhos
movimentam-se independentemente um do outro, de modo a estarem sempre
conscientes do meio que os rodeia.

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