Silves acaba de criar um parque de serviços de autocaravanas, que irá ficar localizado na zona ribeirinha da cidade.

 

A autarquia justifica a medida com o facto de "colmatar a necessidade existente há largos anos de criação das condições adequadas à permanência e estadia das largas dezenas de autocaravanas que, diariamente, procuram e pretendem pernoitar na cidade".

 

A criação do novo parque de autocaravanas de Silves, cuja adjudicação já foi entregue, surge após o nascimento da Rede de Acolhimento ao Autocaravanismo criada em parceira pela Comissão de Coordenação Regional do Algarve, Região de Turismo do Algarve (RTA), Associação de Turismo do Algarve e AMAL - Comunidade Intermunicipal da Região do Algarve.

 


O objetivo da rede foi certificar espaços que garantam aos autocaravanistas "pernoitar nas condições de qualidade, conforto e segurança exigidas", de acordo com a RTA. O autocaravanismo tem vindo a ser uma aposta para combater a sazonalidade turística da região.


A 13 de maio, Quarteira comemora o seu aniversário de elevação a cidade. Mas a história desta antiga vila de pescadores remonta a milhares de anos, comos os vestígios arqueológicos comprovam. Menos certa é a origem do seu nome.
 
Os primeiros habitantes desta zona terão sido os fenícios e os cartagineses que se instalaram em povoações junto à costa, alguns séculos antes de Cristo. A pesca e as atividades derivadas da mesma seria por essa altura a atividade económica de maior relevo. Apesar de não haver vestígios dessa época, o mesmo não se pode dizer do período romano, do qual chegou até aos nossos dias as ruínas do Cerro da Vila, em Vilamoura.
 
O nome de Quarteira será uma derivação de 'Carteia', uma antiga aldeia anterior ao período romano. Mas há quem defenda que tal está errado, uma vez que o nome teria surgido apenas aquando da descoberta de moedas com a inscrição do nome 'Carteia' nesta região, tendo-se difundido a partir de então. O nome era, à época romana, atribuído a povoações ao longo das costas ibéricas e africanas. Certo é o nome 'Quartaria' que aparece pela primeira vez em 1282 e que designava um vasto território desta região.
 
Apesar da região não ocupar um ponto central na organização administrativa romana, a zona era habitada e as atividades ligadas ao mar, como a pesca ou a salga, eram atividades dominantes. Com a ocupação muçulmana, a região não sofreu grandes alterações. O Cerro da Vila foi inclusive ocupado por novos donos, que mantiveram parte da estrutura original e realizaram obras de modernização, como comprovam os vestígios arqueológicos. Mais longe da costa, terá sido constituída a urbe medieval 'Al-Ulya', atualmente Loulé, de que Quarteira é uma das suas atuais freguesias.
 
Quarteira é conquistada aos muçulmanos em 1250 por D. Afonso III. A 15 de novembro de 1297, D. Dinis atribuía-lhe o foral. A região passa então a ser usada para a plantação da cana-de-açúcar. A 16 de janeiro de 1404, D. João I ordena que sejam coutadas aquelas terras. Mais tarde, esta produção haveria de passar para a ilha da Madeira.
 
À semelhança do que aconteceu com a restante região, Quarteira assistiu a um novo fulgor económico durante a época dos Descobrimentos. Loulé era por aquela altura um distribuidor de frutas, vegetais e vinhos.
 
Quarteira passa a ser freguesia em 1916, por intermédio do deputado algarvio José Maria de Pádua, cumprindo este ano o seu centésimo aniversário. A 28 de junho de 1984 foi elevada à condição de vila e a 13 de maio de 1999 passou a ter o estatuto de cidade.
 

Durante a década de 60, Quarteira assistiu a um enorme fulgor turístico. Com quilómetros de praia, a região passou a ser muito procurada, o que fez mudar drasticamente o panorama urbanístico da zona. Mais tarde, o investimento maior passou para Vilamoura, onde foram criadas diversas infra-estruturas, como urbanizações de luxo, campos de golfe, a marina e outros equipamentos, que colocam esta como uma das zonas mais luxuosas da Europa.

Já foi vista como uma erva daninha que invadia e se apoderava das terras, mas atualmente é apontada como uma erva gourmet. Falamos da salicórnia, uma planta também conhecida por 'sal verde', e que cresce em ambientes salinos como os que existem na Ria Formosa. É comestível e uma boa aposta para substituir o tempero do sal.
 
A salicórnia é uma planta halófita, que cresce espontaneamente em ambientes salinos e, por isso, tolerante à água salgada. Mede entre 30 a 40 centímetros e é muito semelhante aos espargos verdes, daí também ter a denominação de 'espargos do mar'. É suculenta e crocante e tem a vantagem que pode ser integralmente aproveitada na gastronomia, incluindo as sementes. O que faz dela um bom substituto do sal é facto dela própria ser salgada e poder ser usada em diversos pratos gastronómicos.
 
Apesar de ser pouco conhecida no nosso País, é muito bem vista entre conceituados chefs internacionais que a levaram de receitas de peixe e marisco para pratos de carne, como o borrego. E também pode ser usada em saladas não condimentadas. Os países do norte europeu, como a Holanda, a França, a Bélgica, a Alemanha ou o Reino Unido, são os maiores apreciadores desta planta, que por ter baixo teor de sódio, é um substituo saudável ao sal, nomeadamente para quem sofre de problemas de hipertensão.
 
A sua produção ocorre apenas uma vez no ano, pelo que a melhor altura para a encontrar é nos meses de primavera e início do verão, até julho. Mas tem a vantagem de poder conservada no frio entre 1º a 4º graus, durante 21 dias, como atestou a investigadora Miriam Julião, da Universidade do Algarve.
 
O crescente interesse por esta planta levou também uma investigadora da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Marisa Ribeirinho, a pesquisar sobre a salicórnia e os benefícios para o consumo humano são claros. "As sementes, ricas em óleos comestíveis, possuem grandes quantidades de iodo, fósforo, zinco e vitaminas A, C e D, e a planta é referenciada, em estudos científicos internacionais, por conter propriedades antioxidantes, antitumorais, diuréticas, estéticas, entre outras”, descreve a investigadora.
 

Apesar de não ser ainda muito conhecida, já começa a pertencer ao circuito dos produtos gourmet, podendo ser encontrada em lojas da especialidade e também em restaurantes com pratos de autor. Na Ria Formosa, a Green Salt e a Ria – fresh já se dedicam à sua produção e comercialização.

A 30 de dezembro de 1773 nascia Vila Real de Santo António por decreto. Nessa data, era assinada a carta régia pelo rei D. José, que constituía a nova localidade que iria ser construída a partir do zero. Em março do ano seguinte era lançada a primeira pedra.
 
A construção da nova cidade exigia rapidez, devido a contingências da política face a Espanha e à vontade do Marquês de Pombal, ministro do rei D. José. Em agosto de 1774, já estavam construídas as casas da câmara e da alfândega, os quartéis e iniciava-se a igreja. Dois anos depois, em 1776, estava pronta a vila representando os ideais ilumistas que dominaram esta época.
 
A construção da cidade foi decidida pelo Marquês de Pombal, que já tinha conduzido de perto as obras da reconstrução da cidade de Lisboa, aquando do terramoto de 1755. Não é por isso de estranhar, a malha urbana octogonal, centrada na Praça que tem o seu nome, como se a cidade tivesse sido traçada a régua e esquadro. E tal como em Lisboa, os edifícios foram construídos recorrendo a peças pré-fabricadas, que depois eram aplicadas no local, o que possibilitava uma construção mais uniforme e célere.
 
A escolha do local para a construção da vila não foi ao acaso. Junto à fronteira com Espanha, era banhada pelo Rio Guadiana e pelo Oceano Atlântico e por isso iria ocupar um importante ponto estratégico. E antes de ser implementada a vila, já antigos povos a tinham ocupado, como comprovam os vestígios deixados em Cacela. Santo António Arenilha, criada por D. Manuel depois de 1500, foi a povoação que antecedeu a criação da vila.
 
Durante o século XIX, a prosperidade já marcava a vida de Vila Real de Santo António. A pesca de sardinha e atum tornaram a vila num importante ponto conserveiro. Também o seu porto era muito procurado pelos barcos que subiam o Guadiana. A sua importância era tal que foi a primeira a ter iluminação a gás, em 1886.
 

Durante o século XX, a indústria conserveira viria a perder o seu fulgor, nomeadamente após o fim das capturas de atum, na década de 70. A cidade virou-se para o turismo, tendo em Monte Gordo um dos locais mais procurados pelos turistas de toda a região.

O Bela Vista Hotel & Spa, localizado junto à Praia da Rocha, em Portimão, volta a ser distinguido. Depois de ter ficado entre os melhores Boutique Hostels da lista elaborada pelo trivago, foi considerado um dos '20 hotéis mais bonitos da Europa' segundo o site norte-americano CNN.

 

Lembra o site que o Bela Vista "foi o primeiro hotel a abrir no Algarve em 1934". E apesar de já terem aberto dezenas de outros alojamentos de luxo, "o charme eclético e íntimo deste boutique hotel mantém-no acima de todos os outros", acrescenta a mesma publicação.

 

O Bela Vista Hotel & Spa é o único hotel em Portugal a constar da lista elaborada pela CNN, que destaca que o espaço tem sido alvo de reformas modernas e elegantes, mantendo, ainda assim, a decoração original do hotel.

 

E além do edifício, outro destaque da CNN vai para a sua "piscina exterior de água doce, ladeada por palmeiras com vista para o Oceano Atlântico". 


Há 40 ou 50 mil anos, o Homem do Neandertal viveu no vale do Arade, entre Lagoa e Portimão. Os vestígios da presença humana foram encontrados depois de uma equipa de arqueólogos ter descoberto uma gruta, junto às obras de construção da nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Portimão.
 
A descoberta da gruta levou a equipa de arqueólogos a recolher vestígios no seu interior que vão ser analisados por especialistas da Universidade do Algarve. Entre os vestígios encontrados há ossadas de animais e instrumentos de corte em pedra lascada, que eram usados há mais de 50 mil anos durante o período do Paleolítico Médio.
 
No Algarve existem diversos vestígios da presença humana há dezenas de milhares de anos, mas esta descoberta é de grande importância, visto que é uma raridade devido ao período a que remontam. Os especialistas vão agora investigar em profundidade os vestígios encontrados, que permitirão ter um maior conhecimento sobre a presença do Homem Neandertal no sul da Península Ibérica.
 
Entretanto, os achados arqueológicos bem como a presença da gruta não impede o avanço das obras da ETAR de Portimão.

O site de viagens Tripadvisor elaborou um ranking dos 20 melhores hotéis históricos em Portugal, tendo em conta as opiniões dos utilizadores, e dois são algarvios. A Pousada de Sagres e a Pousada da Graça, em Tavira, ambas do grupo Pousadas de Portugal, são os contempladas.

A Pousada de Sagres, implementada na antiga Fortaleza mandada construir pelo Infante D. Henrique e que serviu de apoio aos Descobrimentos portugueses, é a primeira a constar da lista na 9ª posição. "É um hotel histórico adorável e com uma vista incrível. Silencioso. Grande e com uma equipa atenciosa e prestativa", pode ler-se num dos comentários deixados sobre a Pousada. "É como se estivesse numa mansão colonial repleta de instrumentos de navegação", descreve outro utilizador.

 

Já o antigo convento cristão da Graça, que conserva vestígios judeus e islâmicos, convertido na Pousada da Graça, ocupa a 18ª posição. Um dos utilizadores do Tripadvisor revela que é um "excelente local para umas férias tranquilas". "O antigo convento é um belo edifício com um coração moderno. O ênfase nos materiais antigos dá ao edifício histórico uma sensação caseira", escreve outro comentador.

 


Recorde-se que recentemente as Pousadas de Portugal receberam o Prémio de Excelência Booking.com 2015, devido à pontuação atribuída pelos hóspedes. A Pousada da Graça conseguiu um índice global de satisfação dos clientes de 90%.


É um dia cuja tradição se perde na memória dos tempos. Aos 40 dias após a celebração da Páscoa, coincidindo com a Quinta-Feira de Ascensão, celebra-se o Dia da Espiga, que marcava também o início das colheitas. Já não é assim. A queda do feriado religioso contribuiu para o esquecimento das tradições e devoções associadas ao Dia. Mas ainda há quem o continue a lembrar, fazendo o tradicional ramo a que se chama Espiga. Em Loulé o dia continua a ser comemorado no Dia Municipal e na freguesia de Salir há décadas que se faz uma festa.
 
Mandava a tradição que no Dia da Espiga, que se fosse ao campo apanhar a espiga de trigo, ou à falta deste de outro cereal, dando nome ao ramo, que haveria ainda de levar um ramo de oliveira e diversas flores campestres, como malmequer, papoila, alecrim. O ramo haveria de ser pendurado atrás da porta até ao ano seguinte, como símbolo de prosperidade, alegria, saúde e fecundidade. A tradição mantinha-se ano após ano principalmente nos campos, onde as populações mais dependiam dos bens que colhiam da terra.
 
O Dia da Espiga está fortemente associado à Igreja Católica por coincidir com a ascensão de Jesus ao Céu, mas pensa-se que a sua celebração tenha origem pagã, como homenagem à Deusa Flora, que ocorriam também por esta altura para celebrar a primavera e consagrar a natureza. Terá sido depois incorporado nas celebrações da Igreja Católica romana.
 
O Dia foi ao longo dos tempos celebrado por terras do Sul. E quando alguns deixaram de poder ir apanhar os ramos, passaram-nos a comprar nas diversas festividades que ocorriam em localidades principalmente do interior algarvio.
 

Atualmente, a tradição da espiga e o significado do Dia permanecem na memória dos mais antigos. E é em Loulé que ainda tem o seu expoente máximo. A cidade celebra o Dia do Município e feriado municipal coincidindo com o Dia da Espiga. E na freguesia de Salir, há 49 anos que se realiza uma grande festa de vários dias, durante a qual se procura recordar as atividades do mundo rural.