O
medronho do Algarve vai passar a ser certificado e controlado pela
Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA). Este mecanismo vai permitir
assegurar a autenticidade e a genuinidade de um dos produtos mais
tradicionais da região, criando uma marca de identidade.
"A
certificação vêm fazer a distinção de outros produtos,
garantindo a genuinidade e a origem do medronho e valorizando a sua
qualidade", garante Carlos Gracias, presidente da CVA, que
sublinha: "mais ninguém pode ostentar o nome Algarve".
O
reconhecimento da CVA como entidade de controlo e certificação do
'Medronho do Algarve IGP' deriva de um longo processo de dois anos e
vai agora permitir o alargamento do leque de oportunidades dos
produtores que desenvolvem a atividade na região. Carlos Gracias
sublinha que uma das vantagens da criação desta marca é ao nível
da exportação, uma vez que com o selo de origem "uma
quantidade de exigências ficam cumpridas".
E
nem só os produtores algarvios ficam a ganhar com este processo. Os
consumidores são os grandes beneficiários. "A certificação é
para o consumidor porque tem a garantia de qualidade do produto",
acrescenta Carlos Gracias.
A
aprovação do processo de certificação ocorre numa altura em que o
sector está em franca expansão. "Sé em Monchique existem mais
de 70 destilarias artesanais legalizadas", afirma o presidente
da CVA, revelando que está a ocorrer uma grande aposta na produção
de medronho intensivo com centenas de hectares aprovados. Por toda a
região, estima-se que haja cerca de 100 destilarias artesanais.

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