Na
Quinta da Vinha "o vinho é que manda". A garantia é dada
por Joana Maçanita, uma das enólogas que está ligada ao projeto
que José Manuel Cabrita implementou há 10 anos em Silves. E desta
casa saem vinhos que conquistam prémios cá e lá fora.
"Nós
fazemos o que o Algarve tem para nos dar. Não inventamos"
explica Joana Maçanita, apresentando as condições para que esta
seja uma região com condições ideais na produção de vinho:
"Trinta graus no Verão e não chove muito". Os solos
argilo-calcários são igualmente um elemento importante.
A
Quinta da Vinha estende-se pelos vales de Silves ao longo de 6,6
hectares, dos quais dois são dedicados à produção de vinho
branco. A estes acrescem ainda mais cinco hectares arrendados. Por
aqui, as castas são "100% portuguesas", sublinha a
enóloga. Para vinhos brancos são produzidas as castas arinto e
verdelho e para os tintos touriga-nacional, trincadeira e aragonês.
E há uma grande novidade: a aposta na negra mole, uma casta
autóctone, uma das mais antigas em termos nacionais e que está
praticamente confinada ao Algarve.
José
Manuel Cabrita iniciou o projeto da Quinta da Vinha em 2007, mas a
tradição vinícola vem já de longe e com raízes familiares. A
reinvenção e inovação foram as palavras chave para dar novo
fôlego à produção de vinho, numa altura em que o Algarve não
gozava de prestígio nesta área. A esse novo olhar juntou-se o saber
e a experiência de trabalhar a terra e as uvas de José Manuel
Cabrita e que permite que a intervenção seja mínima no seu
tratamento.
Todo
o processo de vinificação é feito na Quinta da Vinha, desde a
produção das uvas, passando pela sua transformação e ao estágio
em barricas de carvalho francês, que lhe "dá elegância e
profundidade", explica Joana Maçanita. Anualmente são
produzidos cerca de 40 mil quilos de uvas, que começam a ser
cortadas no final de agosto, num processo manual e seletivo.
Em
2007, a Quinta da Vinha chega ao mercado com uma produção de 11300
garrafas de vinho tinto e 3000 de vinhos rosé. Atualmente a produção
triplicou e estendeu-se aos vinhos brancos. E passou além
fronteiras, onde os vinhos são já reconhecidos pela sua qualidade.

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