O
nome não foi dado ao acaso. Formosa indica exatamente o que esta Ria
é. Mas também lhe poderíamos chamar 'Maravilha', ou não fosse ela
uma das sete Maravilhas Naturais de Portugal.
Ao
longo de 60 quilómetros da costa sul do Algarve, de Loulé a Vila
Real de Santo António, a Ria Formosa faz-se de cordões arenosos,
que formam as penínsulas do Ancão e de Cacela Velha, e de cinco
ilhas barreiras: Barreta, Culatra, Armona, Tavira e Cabanas. São
elas que todos os anos recebem muitos dos veraneantes que vêm ao
Algarve. E até tem uma praia considerada como uma das melhores
praias do mundo: a praia da Fábrica, em Cacela Velha.
Mas
não se admire se no ano seguinte, a paisagem tiver mudado. É que
este Parque Natural está em permanente mudança devido ao movimento
dos ventos, das marés e das correntes. Só duas coisas não mudam:
os extensos areais brancos e o azul do mar. E praias quase desertas
ou desertas, acessíveis apenas por barco privado.
A
beleza desta Ria está também nas caraterísticas e nos recursos de
fauna e flora que alimenta prazerosamente. O Parque Natural é a
maior zona húmida do sul do País e está classificada como de
elevado valor internacional e faz, por isso, parte da Lista de Sítios
da Conservação de Ramsar.
Por
ela se passeiam mais de 140 espécies de peixes já identificados. E
também por ali passam mais de 20 mil aves aquáticas de várias
espécies, que anualmente em deslocação do Norte da Europa para o
continente africano. O Camão ou a Galinha-Sultana, eleita símbolo
da Ria, são duas espécies raras em Portugal, que ali podem ser
vistas.
Mais
conhecidos e muito apreciados, são os bivalves que se reproduzem
neste ambiente único, como as ostras, a amêijoa ou a conquilha e
que representam cerca de 80 por cento da exportação nacional. É
ela também que banha as salinas que produzem o melhor sal do País.
E pode ainda conviver tranquilamente com espécies como o
camaleão-comum, que em Portugal apenas se pode encontrar no Algarve,
as lontras ou os cágados.
De
barco, a pé, de bicicleta, a Ria Formosa guarda maravilhas para
serem descobertas em passeios que serão sempre irrepetíveis.

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