Diz
o ditado que "o que é doce nunca amargou". E assim será
até ao final deste texto. A alma algarvia é adocicada por doces
finos, morgados, dom-rodrigos, bolos de amêndoa, figo, alfarroba, de
chila, ovos-moles, fios de ovos, tortas e por aí fora.
A
alfarroba, a amêndoa o figo e a chila estão tão presentes na
doçaria típica do Algarve que é impossível pensá-la sem eles. E
assumem várias formas, feitios, combinações, sabores, sem que
nenhum se incomode com a presença de outro. E quem os prova, leva
sempre um pouco do sabor algarvio na boca.
Se
ficássemos só por aqui, até que a dieta não ia mal de todo. Mas
ainda mal começámos o banquete. Os dom-rodrigos, à base de fios de
ovos e enriquecidos com canela a amêndoa, fazem jus à fidalguia do
nome e apresentam-se embrulhados em papel de prata. Os morgados não
querem ficar atrás e gostam de se mostrar com um manto branco de
açúcar sobre um recheio de ovos, amêndoa e chila.
Não
há pastelaria que se preze que não apresente aqueles pequenos bolos
muito coloridos, com formas de frutos ou animais, e com um aspeto tão
delicioso quanto a sua massa de amêndoa e açúcar e recheio de
ovos-moles ou fios de ovos. São os doces finos e enchem tanto o olho
como o paladar.
E
ainda não falámos dos queijos de figo, que se apresentam para os
festejos do 1º de maio com uma boa dose de amêndoa, ou dos
carriços, os suspiros com um toque algarvio de amêndoas torradas e
laminadas. Há tantas combinações de sabores que ficaríamos aqui
para sempre. O melhor mesmo é provar um de cada e voltar a repetir
se não conseguir escolher nenhum.

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