domingo, 24 de janeiro de 2016

É a doce que sabe o Algarve


Diz o ditado que "o que é doce nunca amargou". E assim será até ao final deste texto. A alma algarvia é adocicada por doces finos, morgados, dom-rodrigos, bolos de amêndoa, figo, alfarroba, de chila, ovos-moles, fios de ovos, tortas e por aí fora.

A alfarroba, a amêndoa o figo e a chila estão tão presentes na doçaria típica do Algarve que é impossível pensá-la sem eles. E assumem várias formas, feitios, combinações, sabores, sem que nenhum se incomode com a presença de outro. E quem os prova, leva sempre um pouco do sabor algarvio na boca.

Se ficássemos só por aqui, até que a dieta não ia mal de todo. Mas ainda mal começámos o banquete. Os dom-rodrigos, à base de fios de ovos e enriquecidos com canela a amêndoa, fazem jus à fidalguia do nome e apresentam-se embrulhados em papel de prata. Os morgados não querem ficar atrás e gostam de se mostrar com um manto branco de açúcar sobre um recheio de ovos, amêndoa e chila.

Não há pastelaria que se preze que não apresente aqueles pequenos bolos muito coloridos, com formas de frutos ou animais, e com um aspeto tão delicioso quanto a sua massa de amêndoa e açúcar e recheio de ovos-moles ou fios de ovos. São os doces finos e enchem tanto o olho como o paladar.

E ainda não falámos dos queijos de figo, que se apresentam para os festejos do 1º de maio com uma boa dose de amêndoa, ou dos carriços, os suspiros com um toque algarvio de amêndoas torradas e laminadas. Há tantas combinações de sabores que ficaríamos aqui para sempre. O melhor mesmo é provar um de cada e voltar a repetir se não conseguir escolher nenhum.

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