segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Aljezur, a 'ilha' fundada pelos Omíadas


Aljezur é a segunda etapa da Rota Omíada. Povoação fundada pela Dinastia Omíada, contou apenas cerca de três séculos de ocupação, mas a sua influência iria ficar para sempre logo a prtir do nome atribuído : al-Jazira, que em árabe significa ilha.


A escolha do nome denuncia que aquando da fundação da povoação, o Cerro do Castelo estaria rodeado de água. Foi nesse local que inicialmente terá sido construída uma alcaria e onde existiria uma torre defensiva ou uma cerca.


A presença Omíada na região, compreendida entre os séculos XX e XIII, estende-se à estação arqueológica do Ribate da Arrifana, onde outrora existiu um mosteiro ou uma fortaleza que serviu de refúgio espiritual ao mestre silvense Ibn Qasi. Terá sido nesse local que o poeta escreveu grande parte da sua obra mística.


As escavações levadas a cabo na Ponta do Castelo – Carrapateira, na Igreja Nova de Aljezur ou em Alcaria revelam também um legado arqueológico. Nesta povoação da freguesia de Aljezur foram encontrados silos islâmicos, bem como fragmentos de cerâmica e telha.



Já em Barrada, além de um grande número de silos, foram descobertos vestígios da dieta alimentar, como cascas de mexilhões, amêijoas, berbigões, lapas, caramujos, percebes, búzios e caracóis, além de ossos de coelho, cabra/ ovelha e veado. A vida doméstica ficou também documentada com achados de cerâmica de peças usadas na cozinha, como cântaros, vasilhas, caçoilas ou taças, de acordo com a Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur.

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