Aljezur, a 'ilha' fundada pelos Omíadas
Aljezur
é a segunda etapa da Rota Omíada. Povoação fundada pela Dinastia
Omíada, contou apenas cerca de três séculos de ocupação, mas a
sua influência iria ficar para sempre logo a prtir do nome atribuído
: al-Jazira, que em árabe significa ilha.
A
escolha do nome denuncia que aquando da fundação da povoação, o
Cerro do Castelo estaria rodeado de água. Foi nesse local que
inicialmente terá sido construída uma alcaria e onde existiria uma
torre defensiva ou uma cerca.
A
presença Omíada na região, compreendida entre os séculos XX e
XIII, estende-se à estação arqueológica do Ribate da Arrifana,
onde outrora existiu um mosteiro ou uma fortaleza que serviu de
refúgio espiritual ao mestre silvense Ibn Qasi. Terá sido nesse
local que o poeta escreveu grande parte da sua obra mística.
As
escavações levadas a cabo na Ponta do Castelo – Carrapateira, na
Igreja Nova de Aljezur ou em Alcaria revelam também um legado
arqueológico. Nesta povoação da freguesia de Aljezur foram
encontrados silos islâmicos, bem como fragmentos de cerâmica e
telha.
Já
em Barrada, além de um grande número de silos, foram descobertos
vestígios da dieta alimentar, como cascas de mexilhões, amêijoas,
berbigões, lapas, caramujos, percebes, búzios e caracóis, além de
ossos de coelho, cabra/ ovelha e veado. A vida doméstica ficou
também documentada com achados de cerâmica de peças usadas na
cozinha, como cântaros, vasilhas, caçoilas ou taças, de acordo com
a Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de
Aljezur.
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